domingo, 20 de novembro de 2016

Passarinhada no Parque Central
( 07/07/2016)


  Com o avanço do inverno novas espécies de aves de mata foram aparecendo no parque, uma delas foi a saíra viúva ( Pipraeidae melanonota), espécie que ainda não havia sido registrada por mim no local, de um colorido incomum, sempre pulando na ramaria enquanto vasculha as folhas em busca de insetos, em especial as lagartas, as quais batem contra os galhos para remover os pelos urticantes antes de ingeri-las.


  Outra espécie que apareceu foi o bentevizinho de penacho vermelho ( Myiozetetes similis), tiranideo migratório, foi observado que aqui ele aparece no período da frutificação da erva de passarinho, sendo uma das espécies responsáveis pela disseminação desta trepadeira.


  Foi encontrado um imaturo de socó dorminhoco ( Nyctcorax nyctcorax) na área do brejo, ótimo sinal, pois significa que a espécie anda se reproduzindo nas redondezas, geralmente fica imóvel durante o dia e a noite fica mais ativo.


  E enfim, um dos maiores achados no Parque Central até hoje, a saíra de papo preto ( Hemithraupis guira) é um passeriforme que habita áreas abertas, cerrados e bordas de mata e eventualmente aparece em áreas urbanas, seu modo de alimentação é parecido com o da saíra viúva, vasculha a copa das arvores em busca de insetos e lagartas.


  No mês de Julho ocorre a florada de algumas espécies de arvores, como o ipê amarelo e o rosa, esse fato é responsavel pela chegada de algumas espécies de beija-flores em jardins e parques publicos, no caso deste dia, fomos prestigiados pela presença do beija flor rubi ( Clytolaema rubricauda).


  E o capitão de saíra ( Atilla ruffus) se adaptou bem ao parque, e continua sendo observado com grande frequência durante as passarinhadas no local.


  O risadinha ( Campstotoma obsoletum), assim como o alegrinho, chegou no local em uma quantidade considerável, porém, ao contrário dele, não é tão territorialista, não se importando muito com a reprodução de seu canto.


  E novamente finalizando o post do Parque Central com a saracura sanã ( Pardirallus nigricans), desta vez mostrando outro individuo, de um casal que habita um outro território, este mais sombreado e mais fechado.




















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