sábado, 19 de novembro de 2016

Passarinhada no Parque Central
( 13/05/2016)


  Já haviam alguns dias que havia parado de chover e por conta disso, a turgidez da água foi diminuindo, deixando os peixes mais expostos, com isso, o numero de biguás ( Phalacrocorax brasilianus) aumentou muito no parque, chegando a somar mais de 50 indivíduos distribuídos entre os lagos do local.


  E aproveitando a situação, as garças ( Egretta thula e Ardea alba ) ficavam bem próximas aos biguás durante as suas pescarias, e, vez ou outra, pirateavam alguns peixes deles.


  As lavadeiras ( Fluvicola nengeta) estavam em atividade total, e mesmo não se iniciando o periodo reprodutivo, o casal já estava pegando ramos e capim seco para a confecção do ninho desta temporada.


  O nosso casal de corujas buraqueira ( Athene cunicularia) continua por lá, neste dia estavam bem ativos, pousados em poleiros de observação baixos, próximos da entrada do ninho, observando para se nenhum intruso se aproxime das imediações do mesmo.


  Na ocasião flagramos o ato de vandalismo do pica pau do campo ( Colaptes campestris), que com furiosas batidas, destruía o retrovisor de um carro estacionado na rua que margeia o parque, este comportamento é explicado pois o retrovisor reflete a imagem da ave, e como esta é uma espécie territorialista, acaba atacando o vidro pensando ser um rival. 


  O arapaçu de cerrado ( Lepidocolaptes angustirostris) também estava bem inquieto, vasculhando o tronco de arvore por arvore do parque, em busca de insetos e artropodes, neste dia ele estava com sorte, foram capturados 3 insetos em menos de 15 minutos de observação.


  Com o surgimento dos primeiros espigões de sementes das braquiárias, os pequenos tico tico ( Zonotrichia capensis) e canários da terra ( Sicalis flaveola) se deliciavam, vasculhando o chão dos capinzais em busca das sementes maduras caídas.


  Neste ano o neinei ( Megarynchus pitangua) chegou no parque mais cedo, aparecendo no inicio do inverno.


  E tivemos o privilégio de fazer o primeiro registro do sabiá ferreiro ( Turdus subalaris) no local, espécie migratória, usa o parque apenas para se alimentar e ganhar peso, para assim, continuar a sua migração.


  E para finalização deste post, coloco o frango d água ( Galinulla galeata), ave super resistente a alterações antrópicas no ambiente, e, atualmente a ave áquatica residente mais abundante nas lagoas do Parque Central.





























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