quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Passarinhada no Parque Central
( 01/08/2016)
( 08/08/2016)


  O inverno já estava passando, os dias estavam ficando mais longos e mais quentes, e as aves já estavam voltando a vocalizar, a exemplo da mariquita ( Parula pitiayumi), que havia se fixado no bosque, e vocalizava insistentemente por toda a manhã, para demarcar o seu território.


  Os urubus ( Coragyps atratus), passam a maior parte do dia em voo, porém, as vezes pousam em poleiros altos do parque, como as luminárias e galhos grossos, onde descansam ou tomam banho de sol.


  A guaracava de barriga amarela ( Elaenia flavogaster) se fixou em uma área mais aberta, onde de poleiros altos, vocalizavam, demarcando o seu território também, das guaracavas, esta é a espécie mais comum encontrada em áreas urbanas.


  Para a nossa surpresa, ainda havia ficado um macho de sabiá una ( Turdus flaviceps) no parque, e o individuo vocalizava muito, demarcando território, uma cena incomum no parque, já que as sabiás una e coleira só permanecem no local durante o inverno, desaparecendo antes do mês de Agosto.


  No lago, a garça branca grande ( Ardea alba), caminhava lentamente, observando a parte rasa do lago, em busca de alguma presa em potencial, muito gulosa, a garça se alimenta de quase qualquer presa que consiga engolir.



  Já a garça branca pequena ( Egretta thula), descansava no gramado, observando a garça branca grande pescar, na foto é possível ver os pés de coloração amarela, os quais ela balança na água, com o objetivo de atrair os peixes mais próximos, para ela se alimentar, como pode ser visto na ultima foto da sequencia.


  O anu preto ( Crotophaga ani), aproveitava os ramos mais altos da pata de vaca, para tomar um banho de sol, esta espécie geralmente é avistada em grupos familiares, porém, este individuo estava sozinho.


  A lavadeira ( Fluvicola nengeta) já estava com ninho no local, corria entre o papiral, em busca de pequenos insetos para alimentar os filhotes, esta espécie costuma construir o ninho de forma esférica, geralmente próximo da água.


  A saracura sanã ( Pardirallus nigricans), já estava mais arisca, agora já não precisava mais sair muito do papiral para conseguir alimento, permanecendo boa parte do dia lá dentro, e quando saia, era por alguns instantes.


  Com o inicio da temporada reprodutiva se aproximando, muitas espécies foram se tornando mais fáceis de serem avistadas, um exemplo é o sai canário ( Thlypopsis sordida), que costuma passar o inverno embrenhado nas moitas densas, e próximo ao período reprodutivo, se expõe mais para vocalizar.


  O sanhaçu ( Tangara sayaca), aproveitava a floração do ipê amarelo, como fonte de alimento, se agregavam em grandes bandos, enquanto arrancavam as flores, consumindo até mesmo as pétalas da flor.


  A araponga ( Procnia nudicollis), continuava nas intermediações do parque, se alimentando das frutificações de arvores exóticas, principalmente da palmeira australiana, cujo os coquinhos vermelhos atraiam a ave.


  O risadinha ( Campstotoma obsoletum) também foi avistado neste período, tyrannideo de pequeno porte e de hábitos migratórios, costuma aparecer a partir de Agosto pela cidade, época em que pode ser avistado no parque com uma certa frequência.


  Por ser um parque urbano, é muito comum achar restos de alimento despejados no Parque Central, e muitas aves acabam tirando bom proveito disso, como nas fotos acima, o sabiá do campo ( Mimus saturninus) e o chopim ( Molothurus bonariensis), que se aproveitam de um pedaço de lanche, derrubado no local por visitantes.


  O gavião carijó ( Rupornis magnirostris), começou a se acostumar com a movimentação no parque, pousando cada vez mais em poleiros mais baixos, sempre observando, em busca de algum pequeno animal que estivesse desprevenido.


  O bentevizinho de penacho vermelho ( Myiozetets similis), continuava pelo mesmo território do parque, onde se esbaldava nos frutos da trepadeira erva de passarinho, o individuo permaneceu no local até o final da frutificação.


  O socozinho ( Buteorides striata), estava tomando um banho de sol, uma das menores espécies de garça do Brasil, é bem comum em áreas urbanas, principalmente em parques com lagos, onde pode até se reproduzir neles.


  O joão de barro ( Furnarius rufus), entre uma caçada e outra, repousava, uma das espécies mais comuns do parque, é constantemente avistado caminhando no solo em casal, atrás de pequenos insetos, dos quais se alimenta.


  O neinei ( Megarynchus pitangua), também já estava pelo parque, estabelecendo território no bosque, próximo ao pé de amora, de onde ia de tempo em tempo se alimentar, esta espécie é muito similar ao bem te vi, se diferenciando pelo bico mais grosso e porte menor.


  E para finalizar a passarinhada, o avistamento do pardal leucistico ( Passer domesticus), este individuo é uma fêmea e já esta vivendo no parque há um tempo, é caracterizada principalmente pela coloração mais clara na região superior da cabeça.






























Nenhum comentário:

Postar um comentário