quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Passarinhada no Parque Central
 2 Relatório do Auge do Inverno
25 a 28 de Julho de 2016

  O inverno foi avançando, e mesmo assim, a quantidade de aves que era observada no parque ainda era grande:


  A primeira ave avistada nesses dias foi a mariquita ( Parula pitiayumi), que logo de manhã cedo, já estava em plena atividade, vocalizando enquanto buscava incansavelmente por insetos na copa das árvores.


  No meio do bosque, em um poleiro exposto de um guapuruvu, o bentevizinho de penacho vermelho ( Myiozetetes similis), observava atentamente os arredores, defendendo o seu território e a formação de erva de passarinho, a qual estava se alimentando de seus frutos.


  O pica pau verde barrado ( Colaptes melanochlorus) vasculhava na vertical, os troncos das árvores, procurando larvas de besouros escondidas dentro dos troncos, mas quando não encontrava muitas larvas, recorria ao comedouro para se alimentar de abacates.


  No inverno, a disponibilidade de insetos também é menor, fazendo com que as aves tenham que se movimentar mais do que o de costume, para encontra-los, inclusive o joão teneném ( Synallaxis spixi), que é uma espécie que costuma ser encontrada no meio das brenhas e moitas, resolveu sair um pouco mais no aberto, para aumentar suas chances de sucesso em capturar alguma presa.


  A juriti pupu ( Leptotila verreauxi) vasculhava o solo durante os primeiros raios de sol, em busca de grãos e sementes, porém, o dia foi esquentando, e logo ela foi procurar um local exposto para um banho de sol.


  Os abacates distribuídos nos comedouros do parque, servem de alimento para diversas espécies, principalmente os sabiás, e em menos de uma hora de observação, é possível encontrar as 5 principais espécies de sabiá do parque se alimentando deles, na primeira foto nós temos o sabiá barranco ( Turdus leucumelas), da segunda a sexta foto nós temos o sabiá poca ( Turdus amaurochalinus), na sétima e oitava foto temos a fêmea do sabiá una ( Turdus flaviceps) e o seu macho nas fotos nona a décima segunda da sequencia, nas fotos da décima terceira a décima sétima foto temos o sabiá coleira ( Turdus albicollis), e finalizando o sabiá laranjeira ( Turdus rufiventris), que esta presente na ultima foto da sequencia.


  Depois de uma pescaria, o biguá ( Phalacrocorax brasilianus), descansava tranquilamente em cima de um ingá branco, para secar as penas, e conseguir se deslocar em voo, para outro lugar.


  Nos primeiros raios de sol, o socó dorminhoco ( Nyctcorax nyctcorax) permanecia imóvel, sobre os papiros, tomando um banho de sol, porém, com o aumento da temperatura, logo foi buscar um abrigo na sombra da copa do ingá.


  A pomba de bando ( Zenaida auriculata), também foi buscar um abirgo do sol, embaixo da copada de uma palmeira.


  O alma de gato ( Piaya cayana), vasculhava as copas das arvores com muita atenção, em busca de alimento, principalmente lagartas peludas urticantes, as quais ele bate contra um ramo até retirar todas as cerdas urticantes, e assim, se alimentar delas.


  O ferreirinho relógio ( Todirostrum cinereum) também buscava por insetos, tanto na brenha quanto em locais abertos, realizando curtos voos para capturar insetos no ar, retornando ao poleiro para se alimentar deles.


  E no chão, abaixo da sombra fornecida pela copa das árvores na beira do lago, a pequena lavadeira ( Fluvicola nengeta), caçava seus insetos, em rápidas perseguições pelo solo, onde agilmente, capturava moscas e insetos terrestres. 


  Além da redução da população de insetos, no inverno temos também a redução da quantidade de grãos, fazendo com que muitas aves, busquem maneiras alternativas de alimentação, como no caso do pássaro preto ( Gnorimopsar chopi) e da pomba asa branca ( Patagioenas picazuro), que se alimentavam de pipoca doce esquecida em uma das tampas de bueiro do parque.


  O capitão de saíra ( Attila rufus) continuava pelo local, não podendo ver movimentação no bosque, que logo se aproximava, seguindo os visitantes em busca de insetos afugentados.


  O socozinho ( Buteorides striata) utilizava os papiros para descansar, e também como poleiro de caça, de onde observava os peixinhos no lago, dando rápidas investidas para tentar captura-los. 


  Algumas aves como o periquito rico ( Brotogeris tirica) e o sanhaçu cinzento ( Tangara sayaca), utilizavam os comedouros aéreos com frutos, colocados pelos visitantes vizinhos do parque, nas arvores da beirada do local, para os pássaros.


  E no meio do dia, as aves aquáticas, se agrupavam na barragem do lago, para repousar, como podemos ver na foto acima, onde é possível ver um grupo de  biguás ( Phalacrocorax brasilianus), uma garça branca pequena ( Egretta thula) e um casal de marrecas pé vermelho ( Amazonetta brasiliensis).


  Os alegrinhos ( Serpophaga cristata), continuavam pelo local, em um bom numero, distribuidos em casais pelo parque, em territórios específicos.


  O piolhinho ( Phylomyas fasciatus) continuava pelo local, pequeno e ardiloso caçador de insetos, fazia manobras aéreas atras de insetos, os perseguindo até mesmo no chão, onde acaba por capturar vários deles.

  Os carcarás ( Carcara plancus), se aproximavam bastante do solo, em busca de alimento, porém, logo eram enxotados por pequenas aves, que faziam questão de expulsa-lo de seus territórios. 


  O gavião carijó ( Rupornis magnirostris) também sobrevoava o parque nestes dias, vasculhando o solo e as arvores, em busca de alguma oportunidade fácil de alimentação.


  E o curutié ( Certhiaxis cinamommeus), que sempre ficava próximo dos lagos e dos brejos, acabou por esses tempos, explorando áreas um pouco mais distante dos lagos, em busca de alimento.


  E para finalizar, o pássaro preto ( Gnorimopsar chopi), que permitiu inumeros registros fotográficos, muito bom ter o privilégio de ver esta espécie livre, quebrando aquela visão que temos na maioria das vezes, em encontra-la dentro de gaiolas.










































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