quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Passarinhada no Parque Central

Passarinhada no Parque Central
(23/10/2016)


  Com o parque no auge da época da frutificação das gramíneas, as coleirnhas ( Sporophila caruelensis) se reuniam em grupinhos, nos canteiros de braquiárias do parque, para se alimentar de suas sementes.



  O suiriri ( Tyrannus melancholicus) procurava por outra fonte de alimento, de hábitos alimentares insetívoros, ele ficava pousado tranquilamente sobre um fio exposto, e em qualquer sinal de alguma potencial presa, a perseguia no ar até captura-lá.


  A maria cavaleira ( Myiarchus ferox) tem seus hábitos alimentares muito semelhantes aos do suiriri, porém, em vez de um fio, ela escolheu uma galhada seca no topo de uma arvore, como o seu poleiro de caça, de onde procurava pequenos insetos para se alimentar.



  Já os filhotes de falcão de coleira ( Falco femoralis), observavam, de poleiros próximos ao chão, os arredores, em busca de pequenas aves, porém, erravam seus botes com certa frequência, provavelmente pelo fato de ainda serem jovens.


O   sabiá poca ( Turdus amaurochalinus), procurava por alimento em uma embaúba, arvore cuja a qual ele e muitas outras espécies de aves se alimentam de seus frutos, o individuo em questão apresentava o bico amarelo, sinal este que ele já está sexualmente ativo.


  Completamente despreocupada, a juriti pupu ( Leptotila verreauxi) escolheu um galho na copa onde bate-se bastante luz, para descansar e tomar um pouco de sol, cena incomum, já que essa espécie gosta de ficar no solo ou em baixa altura e geralmente em locais escuros e sombreados.


  E a juriti não era a unica ave tímida que estava se mostrar, o casal de saracura sanã ( Pardirallus nigricans) resolveu sair de meio das brenhas do papiral, para se refrescar no pequeno corixo que corre lá no meio.


  O frango d água azul ( Porphyrio martinica) também teve a sua aparição, porém, este não foi nem um pouco colaborativo, logo ao perceber que foi avistado, tratou de se embrenhar em meio a vegetação do brejo.


  O curutié ( Certhiaxis cinamommeus) foi super colaborativo com os registros fotográficos, pousando em locais limpos e abertos, e até mesmo vocalizando, mostrando a mancha amarela que possui abaixo do bico, e que geralmente permanece oculta.


  O filhotinho de quero quero ( Vanellus chilensis) que vive na ilha continuava a se desenvolver forte e sadio, sempre sobre o olhar zeloso de seus pais, que a qualquer sinal de perigo, emitiam chamados para que ele se escondesse no meio da vegetação do brejo.


  Até mesmo as pombas de bando ( Zenaida auriculata), que são acostumadas e adaptadas a viver em locais quentes e abertos, também estavam paradas, descansando, enquanto esperavam o sol abaixar para voltarem a suas atividades.


  E até mesmo a saracura do mato ( Aramides saracura), resolver fazer uma aparição rápida, antes de se embrenhar no meio do papiro novamente, este individuo de saracura tem sido observado no parque desde 2012.


  E para finalizar, o registro de uma ave bem comum, que provavelmente esta presente no quintal de todos os brasileiros, o famoso bem te vi ( Pitangus sulphuratus), ave generalista e extremamente adaptada a todos os ecossistemas do Brasil.




















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