sábado, 29 de abril de 2017

Passarinhada na Fundação Santo André

Passarinhada na Fundação Santo André
( 08/10/2016)
( 15/10/2016)


  A primeira aparição foi a peitica ( Empidonomus varius), na área próxima ao biotério, contando como o primeiro avistamento da espécie para o local, apenas um único individuo, que ficava observando os arredores no topo de uma árvore, em busca de insetos.


  As figueiras da Fundação já estavam frutificando, e várias espécies de aves estavam tirando proveito desta situação, dentre elas, o periquito rico ( Brotogeris tirica), que se concentravam em grandes bandos para se fartar neste banquete.


  Os tesourinhas ( Tyrannus savana) já haviam fixado território na Fundação, se alimentando dos frutinhos da figueira, junto a outras espécies, embora a tesourinha tenha uma dieta predominantemente insetivora, acaba sempre incluindo alguns frutinhos na sua alimentação.


  Conforme o sol foi saindo, os anu preto ( Crotophaga ani) foram entrando em atividade, procurando os galhos mais altos da sua arvore favorita, para buscar os raios de sol e se aquecerem, porém, sempre alertas, para caso apareça algum intruso em seu território.


  O bem te vi rajado ( Myiodinastes maculatus) não só já se fixaram na área do campus, como também o casal já estava na fase da construção do ninho, que foi fixado em uma palmeira jerivá, muito inquietos, o casal estava sempre em atividade, até mesmo nas horas mais quentes do dia.


  A lavadeira mascarada ( Fluvicola nengeta) já estava investindo na sua segunda nidificação da temporada, com o segundo ninho já pronto, na mesma árvore que o anterior, porém, posicionado em um local diferente.


  A área do campus da Fundação se encontra vizinha ao Ribeirão dos Meninos, sendo assim, o local acaba entrando na rota de passagem de muitas aves aquáticas, como as garças brancas pequenas ( Egretta thula), que sobrevoam a faculdade com grande frequência.


  O pia cobra ( Geothlyps aequinoctialis) também estava presente nesses monitoramentos, se aproximando bastante com o auxilio do playback, desta vez apenas o macho apareceu, e ficou por muito procurando o possível rival que estava sendo reproduzido pelo playback.


  Com a floração do ingá branco, muitas espécies de beija flore apareceram no campus para se alimentar, dentre elas o pequeno beija flor de banda branca ( Amazilia versicolor), que defendia agressivamente o seu lugar na arvore contra outros beija flores maiores.


  Muitas espécies de aves estavam com filhotes durante este período, o sabiá barranco ( Turdus leucumelas) acaba nidificando bem perto das construções do campus, sendo assim, é bem comum encontrar seus filhotes passeando pelos pátios da faculdade.


  A figuinha de rabo castanho ( Canirostrum cinereum) é uma espécie muito dificil de se vizualizar e ainda mais de se fotografar, não só pelo seu tamanho mas pelo fato de habitar a copa densa das árvores e estar sempre em constante movimento, sua característica marcante para identificação é a mancha castanha na parte inferior da cauda, encerrando o monitoramento com esta espécie.















Nenhum comentário:

Postar um comentário